Poemas · Janeiro 20, 2022

migalhas, de Victor Oliveira Mateus

aquilo que resta
é um eco indistinto
um emaranhado d’imagens
e venenos
sem utilidade nem valia

é um estertor
uma caixa de ressonâncias
há muito emudecida

aquilo que resta
é uma melodia trôpega
uma vastidão já gasta
que não serve para nada
nem tem importância alguma

Victor Oliveira Mateus